Realmente só hoje pude ouvir mais clara a verdade vivida na pele daqueles que sofrem por impunidades de diversas vertentes. Em meados de noites de insônia, faço de mais um encontro de amigos concreto, com conversas abertas e fatos vividos.
Falamos sobre tudo, aparentemente tudo, sexo, drogas licitas ou ilicitas, opções e vagas de empregos(Que são poucas), amizades, paixões, aventuras, pensamentos, opiniões, relações entre seres e animais, seres e seres, animais e animais, nós...
Mas ao decorrer do papo servido à doses de café frio e cigarros com filtro, começa então a se tornar algo muito interessante, de conversa gera um debate extremamente construtivo e reflexivo de ambas as falas.
Quando se pede politica, não se é obrigatória a aceitação de idéias e sim ao exercicio de reflexão com consciência das quais expostas.
Chegamos ao ponto de falarmos o por que estaríamos ali, naquele local, na exata hora sem compromisso marcado ou algo pensado, e sim um evento eventual e natural que surgiu.
Meus dois amigos de noites de café, entram então em um setor um tanto quanto delicado, POLITICA e POLITICAGEM...
Daí então me disperto um pouco para dimensão que meras palavras começam a ter dai por diante, depois da iniciação um pouco mais lógica da conversa, passam mais amigos, os comprimentamos, ouvimos seus comentários aleatórios e voltamos a base de palavras e pensamentos iniciados a minutos anteriores.
Começamos a ver o gênesis de todos os problemas que cada um de nós enfrentamos no nosso dia-a-dia, voltamos no tempo por 500 anos em segundos, conseguimos ver os nossos brilhantes colonizadores nos trazendo a PROSPERIDADE e EVOLUÇÃO.
(Risos...E mais risos.)
Analisamos um pouco toda a carga que ali seria habitada a partir de então, não queríamos julgar embora seja até um reflexo extremamente automático perante a situação que estariamos imaginando.
Aceleramos um pouco mais a velocidade dos fatos, passando com sutileza por revoluções, guerras, hierarquias históricas, acontecimentos mundiais, nacionais, estaduais, regionais, até chegar ao denominador da realidade pessoal de cada um que estava alí em corpo ou espírito.
Um deles se comportava com mais PASSIVIDADE, outro com mais PESSIMISMO em relação ao futuro, e outro com mais OTIMISMO. O pessimista sempre tirava sua percela de culpa por toda a sua realidade, colocando a culpa assim, em qualquer motivo lógico, seja qual for.
Citou o gorverno, a falta de recursos básicos, todo esse caos e ilusão, até por fim chegar mais uma vez na raiz do problema, no que ele acredita ser que já nascemos predestinados.
- Mera idéia renascentista, não achas?
O outro amigo bem mais oposto e OTIMISTA à suas opiniões, sempre com mais firmeza, fé e esperança, tentava assim abrir um pouco mais sua visão de que as noticias do dia seguintes poderiam ser outras, e não as de sempres e sempres...
Mostrava o que eles achavam ser revolucionários não passavam de meros lutadores egoístas de interesses instantâneos e remédiarios.
E o que era tão claro, não era assim tão reluzente, apenas os ofuscava mais a visão afim de desviar o mirar principal do alvo.
E você deve estar se questinando e O PASSIVO?
Realmente falando nisso, onde ele está?
- Ora mais, estou aqui!
-Estava aí o tempo todo?
- Lógico que sim!
- ...
E como a maioria de nós, ele tomou o papel por sí.
Sendo apenas um PÚBLICO FIGURANTE e não um POVO que pensa, reflete e age por consciência.
E VOCÊ, AONDE ESTÁ?
AINDA ESTÁ AI????
Carlos Henrique.
terça-feira, 11 de março de 2008
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