quarta-feira, 27 de agosto de 2008


Nada é sempre igual, um dia comum.

O novo se faz velho.
Qual motivo de o velho existir?
A vida continua, anda, resiste para não morrer
esquecido mas esquece que ela existe.

Consiste em manter o ontem como o hoje.
Acelero os passo acabo esquecendo por onde
percorri para chegar até aqui.
Eu e você, já não somos tão diferentes.
Já não somos tão novos, me acostumei com você,
a nossa forma de renovar a cada fim de tarde
é o que me faz acreditar que o amor surgem em mim.

Não me questiono o que pode ser, ou venha a ser você.
Isso não me interessa.
Gostei desse personagem, ele me faz bem.
Não precisa me mostrar a verdade escondendo por trás
da mentira, faça da mentira nossa verdade de viver.

Acreditar que não somos iguais.
Que já não somos mais o que deveríamos ser.
Somo uma pequeno pulsar que se atrai nesse mar
infinito que existe entre eu e você.

Eu nado, nado, nado até chegar em sua praia,
mas ainda continuo a nadar pois o que procuro
mesmo é o meu lugar.
Tenho-te aqui dentro de mim, assim como levou
um pouco de mim antes de sair para mais um dia comum.

Carlos Henrique.

6 comentários:

Anônimo disse...

É difícil entender a vida.
Às vezes passamos por situações que nos ajudam a raciocinar o pôquer de conhecermos alguém.
Este que muitas vezes nos entende, mas algumas vezes nos surpreende com palavras que não gostaríamos de escutar.
Mas é como diz o profeta, a vida é feita de altos e baixos, os obstáculos estão ai para serem ultrapassados, se aceitarmos tudo sem lutar estamos sendo fracos.
Como ele mesmo fala nada acontece por acaso.
Agir pensando no ontem é algo bastante velho.
Devemos sempre agir pensando no amanha no depois, pois os mais sábios pensam desta maneira.
Maturidade não é força pelo contrario é simplesmente ser simples em suas palavras e atitudes. Ou seja, muitas vezes ser maduro é fazer os outros pensarem que és fraca, é silenciar.

Anônimo disse...

Ando prestando muita atenção em vc.
Meu coração sorrir, mas minha alma tem medo.

Algum dia o mundo vai mostrar a verdade que nos fez parar aqui!


=)

Raphael Xenofonte disse...

meu irmao, vc tem me saido um otimo compositor
abraços e saudades

Anônimo disse...

"Tenho-te aqui dentro de mim, assim como levou
um pouco de mim antes de sair para mais um dia comum"
Isso é uma das coisas que e penso depois de uma tarde fora do mundo.(deixo assim subtendido)

sinta-se beijado e abraçado.

Gustavo Henrique disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Gustavo Henrique disse...

Carlos Henrique, li-o. Sei que és bem afeito à poesia que confronta o amor e o existencialismo. O efêmero da existência, agora sob a óptica amorosa, constrói-se e demole-se por meio das ordens dos que não se conhecem de todo, mas compartilham relação ideal em que se fudem em uma só psiquè. Eis um pouco dessa poesia e de outras tuas. Continua, que é assim mesmo...