terça-feira, 28 de outubro de 2008



Carta I

Meu amor, do outro lado a verdade deixa de ser verdade,
enquanto aqui a mentira faz o agora nascer junto com
o nosso sol, que só nós criamos a noite inteira.
Ter-te aqui toda nua na minha visão, o meu lençol
é você, sua pele e a minha.

A sua cama sou eu.
Onde você escorre todo seu suor por cada pêlo
do nosso corpo, matando minha sede de prazer.
Minha sede de entrar nas suas entranhas quentes,
e me perder como um peixe na imensidão do mar.

Na imensidão que é o seu corpo.
Um mar onde me perco para encontrar
o que minha felicidade ainda não alcança
por sua plena razão de ser o que ainda acredita.

Como a noite que engole o dia.
Você tritura toda a minha diplomacia
e educação de amar, me cuspindo
na próxima esquina a ficar a sua espera.

Perdido no labirinto dos seus beijos,
encontro seu desejo dentro do meu.
Meu amor...

Carlos Henrique.

3 comentários:

Anônimo disse...

Com um sorriso de sono,
com olhar de sapeca,
suspirando sensações.

Completamente mágico!


;D

Ana disse...

Esse CD só me lembra o Crato, os ensaios sem fim dos Emboabas, o cheiro de insenso... hehehehe

Falando de carta de amor, só os tolos que não as escrevem... amar é tudo!

Anônimo disse...

Uma viajem inexplicável ao ler essa carta. Mexeu com meus pensamentos mais sujos.