quinta-feira, 19 de março de 2009

Quando bate...



Mergulho de nariz no nada, vou até onde se fez luz.
Posso em um segundo, olho no olho, e consigo ver
a verdade de ser você mesmo e também amar
a mentira de querer ser feliz.

E quando acordo...
Meu quarto de cortinas verde, paredes branca,
onde o chão não existe para os meus pés, e
a cama recheada de serpentes de coragem.

Se o medo consegue te alcançar elas te devoram,
dentre muitas sai uma lá do fundo, ela vem...
vem... vem... vem...
Sempre olhando nos meus olhos.
Posso sentir o cheiro da esperança.
Posso sentir a sua pele gelada na minha,
e ficamos olho no olho e ela me pergunta.

Quem você quer que eu seja ?

Quando bate a realidade novamente, estou no
deserto com apenas um espelho e uma miraje a
minha frente...
Entre a coragem de ver quem você pode ser
e a de saber quem eu sou verdadeiramente.

Nada é sempre igual...

Voltei pro meu quarto.
Tomei o meu remédio e fui dormir...

Boa viagem...!

Carlos Henrique.

3 comentários:

Ana disse...

Realmente viagem...olha o orkut deixei algo lá...
bjos

Ika Moana disse...

quando bate.. bate que chia! heheuehuhe! boa viagem !

Anônimo disse...

Muito bacana!!! vc é realmente um poeta muito sensível e um grande crítico tb...eu amei cada poesia e seus comentários são muito originais...Parabéeeeeeeeeeens... beijos.